As eleições municipais de 2024 deixam como seu principal legado o prenúncio de um embate nacional entre dois grupos políticos: de um lado, a direita contrária ao status quo e "antissistema"; do outro, as forças institucionais do Centrão, que consolidam seu poder por meio do fisiologismo e de alianças.
O conflito foi um dos principais marcos do pleito, que mostrou que a força da máquina pública ainda é grande, mas que as candidaturas "antissistema" têm potencial para incomodar os partidos do Centrão.
"O Brasil entendeu que a gente precisa de novas lideranças, e que qualquer um de nós que se preste a se colocar a serviço da sua cidade, do seu estado ou do seu país tem espaço. A gente passa por batalhas muito difíceis.
A máquina do estado, do poder econômico, do poder político é acachapante, mas não é intransponível", afirmou Cristina Graeml (PMB), um dos principais nomes antiestablishment das eleições deste ano, após ser derrotada por Eduardo Pimentel (PSD) no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Curitiba.
A maioria dos resultados nas grandes cidades confirmou a força de partidos mais vinculados ao sistema, como o PSD e o MDB.
Mesmo em alguns locais onde candidatos apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) conseguiram vencer, a direita dificilmente pôde prescindir de alianças com o centro para obter o resultado positivo.
Fonte: Gazeta do Povo